Sim, existem as canções! Glória a Deus pelas canções, pela arte, pela possibilidade de se perder numa canção, pois assim tão perdidos nos achamos tão meninas(ou meninos) admirando algo que nos atravessa a alma. E nos sentimos potentes diante da vida!
Afinal, como já disse Caetano, a vida é amiga da arte!
… estou imersa numa adorável quietude! E assim, tão em paz, observo os dias de chuva (quando há chuva!) e contemplo alegre os dias solares(quando há sol!).
Sim, Sandra, fiquei muito feliz! E sobretudo emocionada com o vídeo institucional que fizeram para o Rio. Emocionada porque retrataram a realidade do cotidiano carioca. Um retrato poético, mas um retrato fidedigno. Quem nunca viu um surfista no metrô do Rio? E a moça com o carrinho de bebê fazendo exercício aeróbico ? A cara do Rio! As crianças do Parque Lage – aquilo é uma realidade ! A alegria do gari varrendo as ruas do centro do Rio também é real! Nem vou falar do Museu de Arte Contemporânea de Niterói porque corro o risco de exagerar por apego afetivo. Quem transita em terras cariocas sabe que cada situação resgatada do cotidiano, no vídeo institucional, é uma realidade!
Conheço bem o avesso do Rio e sei que o paraíso passa longe daqui. Mas é o único “cantinho” que reconheço como meu!
Encontro, vejo e ouço histórias cotidianamente… Me emociono com elas (as histórias!). E, ao ouvir e me encontrar com todas estas vidas me transformo em muitas, me pluralizo!
E não há outro jeito de ser se não fôr para ser plural – contínua e frequente transformação do que não sei dizer o nome.
Dia 25 de setembro – aniversário da minha irmã mais nova! E quando vejo que minha irmã mais nova (meu bebê) já é uma mulher crescida fico, sinceramente, assustada com esta coisa chamada tempo!
O que dizer pra vc, minha linda menina crescida? Há tanto, tanto a dizer…Mas sou uma irmã de sentimentos, de paparicos, de lágrimas de saudade… Para não utilizar as mesmas frases melosas me utilizarei de um texto muito circulado “Filtro Solar!
TE AMOOOOOOOOO!
* E nem preciso dizer que já tô em lágrimas! Já lembro do dia que vc nasceu, da roupa que fomos ao hospital te ver, de vc tão linda no berçário!
Minha queridíssima São Paulo que junto comigo faz aniversário no dia 25 de janeiro!
Povo cordial, de uma cordialidade cheia de intimidade com os nômades do espaço urbano.
Acho mesmo que a fumaça que apaga as estrelas evoca a criação estrelar de artes do asfalto: na literatura, nas artes plásticas(que me deixam de queixo caído!), na música!
Urbanidade! Urbanidade – grita a cidade!
São Paulo, delícia de mistura! Incrível é a poesia de seu espaço urbano num balé orquestrado entre o ir e vir apressado de sujeitos no metrô, rostos, motos, carros (ainda que engarrafados!).
Este seu ritmo me entorpece de alegria e vontade de viver!
E hoje, no final do dia, uma pessoa querida abriu o livro que estava lendo(não lembro o título e nem o autor) e leu pra mim o seguinte trecho:
“Descobri que sempre usava a teoria dos pontos finais em minha história e não a teoria das vírgulas. Alguém me frustrava? Eliminava-o, colocava um ponto final no relacionamento(…)Mudava a trajetória. Meu projeto estava com problemas?Substituia-os. Sofria uma perda? Virava as costas”
Aprendi com meus familiares a colocar pontos finais. Alguém não me agradava? Virava as costas e colocava fim na amizade. Algo não ia bem? Mudava de planos! Mas a vida nos faz dar passos a frente e mudar as estratégias. E nesta mudança prefiro as vírgulas aos pontos finais. Me percebo relevando coisas, pessoas e situações. E quando isto acontece quem ganha sou eu!
Peço a Deus a sabedoria para colocar vírgulas aonde elas são possíveis de serem colocadas e os pontos finais quando forem ali os seus lugares!
*A foto é do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.