…preguiça!

…e tenho andado por aí, distraída com os faróis dos carros, embalada pelas canções, encantada com este azul do céu… em atitudes de total preguiça!

Mas o trabalho me chama e saio de minha espreguiçadeira bem devagar, catando os chinelos, buscando a bolsa, olhando lá pra fora –  a paisagem é linda!

Me  perdoem, mas ainda estou acordando!

“É contra um mundo sem ordem, sem encadeamento, sem formas, sem beleza, sem sabedoria, sem lei, que o conhecimento tem que lutar. É com ele que o conhecimento se relaciona. Não há nada no conhecimento que o habilite, por um direito qualquer, a conhecer esse mundo. Não é natural à natureza ser conhecida”. Michel Foucault.

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…Alice, feliz aniversário!

… e  já bem próximo do dia 29 de julho não poderia deixar de postar um beijinho e um abraço bem apertado para a mais linda menininha deste mundo!

Lilica, que o bolo seja o mais lindo e a festinha a mais alegre!!!!!

Parabéns!

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…aposentando a mulher maravilha!

           

… numa noite dessas, acordei inquieta com um sonho que tive – sonho, não pesadelo!  Eis o sonho:

“…estava eu na Praia de Icaraí, resolvi atravessar a pista fora da faixa de pesdestres (coisa que quase nunca faço!). O sinal estava aberto e os carros circulando. Atravessava impune, desviando os carros, sabia que chegaria ao outro lado da pista. Mas no meio do caminho senti que perdia as forças, faltaram forças nas pernas e caí no meio da travessia (Aí, acordei!).”

E ao acordar tudo fazia sentido. Fui até a sala e vi muitas caixas vazias: sinal de mais uma mudança. Sim, mais uma vez levantarei “acampamento” e me lançarei em mais uma jornada.

Medos? Sinceramente não! Há algo diferente desta vez : aposentei a mulher maravilha que me acompanhava. Agora, mais humana e ,em consequência, mais contraditória, sou uma companhia melhor para mim mesma. Eu e Deus – neste mundão! Nesta vidona azul, vermelha, amarela, verde… uma vida de mil cores!

E nesta aventura, sem a presença da mulher maravilha, tudo é muito mais real. O mundo é mais mundo. E por falar em mundo, nunca senti tão claramente o mundo me abraçar como sinto hoje. O mundo me sorri e eu, em retribuição, sorrio pro mundo!

Liberdade! Esta é a “palavra-sentimento” que busco!

Aos amigos, peço que orem para que eu ganhe forças e atravesse a pista – mesmo fora da faixa de pedestres!

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… tadinho!

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… e a derrota?

E nesta manhã  de jogo do Brasil, o dia anoiteceu após o segundo gol da Holanda. Sim, saimos da Copa do Mundo! Num país como o nosso, isso é motivo de tristeza, muita tristeza! Também eu fiquei triste.

Mas fiquei esperando, na tv, a fala de alguns jogadores, nesta tentativa infantil de colocar a culpa no Dunga, no Julio César ou em sei lá em quem. Afinal, perder é sempre tão amargo!

Depois de algum tempo, vi a entrevista de Kaká – doce rapaz! Cristianismo não é só vitória não! Só assim mantemos a humildade – tão importante para alguém que pretende anunciar as boas novas do evangelho. Espero, do fundo do meu coração, que seu percurso (profissional, espiritual, pessoal) seja enriquecido com esta derrota.

O primeiro a dar entrevista foi Júlio César, após ter tomado aqueles gols. Grande Julio César! Assumiu pra si a derrota e teve a hombridade de “encarar” as câmeras, o choro… Agora ele havia dado o primeiro passo: olhava de frente para as pessoas, admitia o erro e , em consequência disso, vencia a derrota!

Com alguns minutos transcorridos percebo que a vida volta ao normal e isso é ótimo! Abro as janelas, repondo emails importantes. Recoloco a vida nos trilhos. Há tanto que  fazer neste início de férias. Há tantas vitórias pessoais a serem conquistadas. E as minhas derrotas? Aprendi tanto com elas. O melhor que há em mim é um “mix” de alegria e dor – vitórias e derrotas, juntas a tecer a deliciosa sensação de maturidade.

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… por uma vida larga!

Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro
(…)

Eu não quero isso seja lá o que isso for

(…)

Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo ter, estrela, flor, estilo!

(…)

Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida, noves fora, zero
Quero viver, quero ouvir, quero ver.

dito de outra maneira:

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(A Tabacaria – Fernando Pessoa)

* A música é” Ópio”, de Zeca Baleiro.

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…gente fina, elegante e sincera!

Uma amiga querida, em relato sobre uma atitude nada ética de uma outra pessoa, falou: “puxa, pensei que o mundo fosse constituído de gente fina, elegante e sincera!”(parafraseando a música do Lulu Santos).

Fiquei com a coisa na cabeça. Gente fina, elegante e sincera! Aí resolvi escrever sobre isso aqui.

Então, o que é gente fina e elegante? Não, certamente não são aquelas que vestem grife e circulam pelas lojas caras das cidades (seja a cidade qual fôr!). Não, não está relacionada a roupa, mas a alma! E nesta categoria “alma”, em especial, duas são preocupantes: as almas autoritárias e as almas assujeitadas.

Almas autoritárias! Hum…estas acreditam que tudo começa e termina nelas, suas verdades (e seus sofrimentos) são os únicos. São as “almas-trator”, desconsideram o olhar dos outros e vivem dando indulgências para suas pequenas(ou grandes) maldades.  Ao desculparem seus erros a partir do suposto defeito alheio, não se dão conta das leis de Newton (toda ação corresponde a uma reação!), quando recebem a reação da ação realizada: caramba, são as vítimas do pedaço!

Conheço muitas almas autoritárias, algumas são risíveis, outras difíceis de conviver, outras  muito cruéis. Há um livro, que ainda não li mas diz a crítica literária ser muito bom: “A mulher que chora”, de Su Tong (tradução de F. Abreu – editora Companhia das Letras). Este livro transita numa abordagem mitológica, mas é um livro de ficção que pretende trazer para discussão os regimes absolutistas. Na história, a personagem principal era proibida de chorar. E nesta proibição que o livro é desenvolvido.

Sim, as almas autoritárias nada finas e nem tampouco elegantes (independente de suas roupas, cortes de cabelos, etc) acreditam que o sentimento alheio não existe, negam o desejo do outro. E mais ainda, apagam o outro!

Ser elegante e fino é ver o outro!Reconhecer que há um mundo em que vivem pessoas – tão pessoas quanto qualquer um! Um mundo de gente  que pode chorar, pois estamos aprisonados (ou libertos) em nossa condição humana, demasiadamente humana! E nesta o erro é sempre uma hipótese possível!

Sim, eu quero poder chorar um milhão de vezes. Chorar de saudade, chorar de alegria, chorar de arrependimento, chorar de indignação, chorar… Chorar é fino e elegante, respeitar o choro alheio mais ainda!

Outra categoria nada fina e nada elegante, são as almas assujeitadas. Estas vivem muito perto das “almas-trator”. Para toda “alma-trator” há uma alma assujeitada.

A alma assujeitada adora comprar coisinhas caras, como se as coisas caras  fizessem dela algo igualmente caro. Caro, mas não raro. As almas assujeitadas não se preocupam com a singularidade, mas com a regularidade: desejam ser sempre iguais aos mais ricos ,aos mais bacanas, aos mais famosos!Para a alma assujeitada não há alma, só corpo. A alma assujeitada só vê o que os olhos humanos podem ver. Vê, mas não decifra! Ouve, mas não compreende!

Gente fina e elegante vê para além das aparências, ouve para além do que está sendo dito. Ser fino e elegante é fugir da superficialidade! Ser fino, muitas vezes, é ficar ao lado dos vencidos. Fino é não julgar!

É, amiga querida, também eu pensava ser o mundo constituído por gente fina, elegante e sincera!

                                                                                               *********

E neste finalzinho de semestre, um pouco mais presente em casa, ouvi uma música na novela que amei! Fui correndo pegar na internet. Não sei da procedência, mas o som é lindo!Espero que gostem!

Esta postagem é dedicada aos amigos(as)  de sempre, em especial para Bianca Tchafon e Dinaura Torres –  gente fina, elegante e sincera!Amo vcs!

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